Inseminação Artificial em Equinos
17/02/2012 14:04INSEMINAÇÃO ARTIFICIAL EM EQUINOS
POR: LUCAS REIS VIEIRA - Graduando Medicina Veterinária - UNIVIÇOSA / Viçosa - MG - lucasreisvieira@ig.com.br
A inseminação artificial (IA) é uma biotecnologia da reprodução e uma das mais importantes e mais utilizadas para o melhoramento genético das espécies, pois um garanhão pode deixar centenas de produtos durante sua vida, e também se mostrou mais econômica e de fácil implementação (LEÃO, 2003; CANISSO et al, 2008; PIMENTEL et al, 2008).
Independentemente da intensidade de uso da IA, o seu sucesso, depende de fatores intrínsecos do garanhão, ou seja, que este não tenha nenhum problema relacionado aos espermatozóides e/ou ligados à reprodução, de fatores intrínsecos da égua e do manejo (PIMENTEL et al, 2008).
A IA tem como vantagens, progresso genético, economia do garanhão no sentido de somente um ejaculado ter a capacidade de inseminar mais de uma égua, controle sanitário. Como desvantagem pode citar a grande variabilidade e imprevisibilidade na tolerância a diferentes diluidores, refrigeração e congelação (CANISSO et al, 2008).
Existem formas de processamento do sêmen, como in natura, diluído, congelado, resfriado, onde cada um dos tipos de tecnologia de processamento tem suas vantagens, limitações e indicações (CARVALHO, 1992).
Para a realização da IA usa-se uma vagina artificial fechada, cuja finalidade é a colheita do sêmen fracionada (CANISSO et al, 2008). Posteriormente é feito a filtragem para que ocorra a retenção da fração gelatinosa, parte de contaminantes bacterianos, além de sujidades presentes no sêmen (SQUIRES et al, 1999). Após vem uma das etapas mais importantes que é a mensuração do volume e da coloração. O espermatozóide é avaliado no microscópio, atentando para sua turbulência, vigor, motilidade (CANISSO et al, 2008).
Finalmente o sêmen é colocado em um aplicador e levado até onde a égua será inseminada e realizar o procedimento propriamente dito.
BIBLIOGRAFIA:
CANISSO, I.F.; SOUZA, F.A.; SILVA, E.C.; CARVALHO, G.R. Inseminação Artificial em Equinos: Sêmen fresco, diluído, resfriado e transportado. Revista Aca., Cie.Agra. Amb., Curitiba, v.6. 2008.
CARVALHO, G.R. Fertility of the diluted equine semen, Cold to 20ºC and transported. Department of Animal Science Federal University of Viçosa. 1992.
LEÃO, K.M. Técnicas de inseminação artificial. Tese de Pós Graduação. Universidade Estadual Paulista de Medicina Veterinária e Zootecnia (UNESP), Botucatu. 2003.
PIMENTEL, C.A.; CARNEIRO, G.F. Biotécnicas Aplicadas à Reprodução de Equinos. ROCA. 2008.
SQUIRES,E.L. et al. Cooled and frozen stallion semen, fort Collins: animal reproduction biotechnology laboratory. 1999.